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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MODELOS RAROS PARTE I

Com a impossibilidade de ter um modelo importado nas décadas de 1960, 1970 e 1980 (com exceção dos automóveis que pertenciam aos corpos diplomáticos e depois eram vendidos no mercado nacional), houve um sem-número de empresas que incrementavam modelos nacionais para tentar compensar (um pouco) o que para nós era um sonho impossível.

Praticamente todos os modelos nacionais foram alvo de transformações estéticas e mecânicas. E o Chevette não podia ficar fora dessa.

Neste blog buscarei resgatar os Chevette transformados,começando pelo primeiro que se tem notícia: O Chevette Envemo, de 1975.

fotos do blog "Garagem do Márdel"

Tratava-se de um Chevette modificado, que perdia todos os cromados de sua carroceria (sinônimo de esportividade à época),  ganhava pára-choques de fibra-de-vidro, utilizava faróis retangulares (até hoje não se sabe se eram importados da Alemanha, oriundos do Opel Kadett da época, ou da Argentina, onde era fabricada a versão platina do carro, Opel K-180, com um motor que era o mesmo do Opala quatro cilindros, só que com a cilindrada reduzida para 1,8 litro, ao invés dos conhecidos 2,5 litros), usava e abusava dos apêndices aerodinâmicos e chegava a ganhar um cabeçote de dezesseis válvulas (segundo algumas pesquisas, o motor também tinha sua cilindrada aumentada para 1,6 litro, carburação dupla e chegava aos 110 CV de potência).
foto do blog "Mundo Automotivo" (http//:mundoautomotivo.blogspot.com)
Sabe-se que o modelo foi comercializado até o ano de 1977, e podia ter como base um Chevette novo ou usado. Hoje é, com toda certeza, um colecionável e tanto, já que é um modelo raríssimo de se ver.

Tão raro e tão colecionável tanto quanto o Chevette Envemo é o Chevette Envemo Targa. Com a carroceria baseada no Opel Kadett Aero da época, o Chevette Targa era um semi-conversível: tinha a capota conversível da coluna B para trás e um teto rígido removível para os bancos da frente (que podia ser guardado no porta-malas).


A motorização do Targa era praticamente a mesma do Envemo: motor aumentado para 1,6 litro, que poderia, ou não, receber um cabeçote de dezesseis válvulas (sem o cabeçote multi-válvulas chegava aos 85 CV de potência)... Foi comercializado, também, entre os anos de 1975 e 1977, e, assim como o "irmão" de teto fechado, podia ser montado em um Chevette Zero km ou usado.

Um comentário:

  1. Gostei muito do site, ai vai apenas algumas correções visando a melhora constante do espaço o Chevette que no texto consta como Envemo, esta em partes correto, na verdade esse é um Chevette Silpo Bi-Albero idealizado por Silvano Pozzi um preparador de renome nos anos 60, 70 e 80 que pegou um Kit visual da Envemo e equipou um chevette "Tubarão" com o mesmo e aplicou sua receita de veneno que era a seguinte: substituiu o motor original 1.4 pelo sucessor 1.6 e aumentou sua cilindrada para 1800cc passando então a ser um 1.8 através de um novo virabrequim e substituindo o cabeçote nacional por um cabeçote importado da europa com duplo comando e as mesmas 8 válvulas, peça de preparação encontrada com alguma facilidade nos mercados europeus para a linha Vauxhall e Opel, e ainda 2 carburadores italianos Weber 40 elevando a potência para os 140 cavalos, levando em conta o baixo peso do carro (900Kg aprox), o desempenho era digno dos melhores esportivos da época, que precisavam de 6 ou até 8 cilindros para encarar o pequenino, ai está mais um pedaço da história automobilística brasileira Chevrolet Chevette Silpo Bi-Albero, parabéns Leo Moraes.

    Eddy: Edson Rogério de Jesus

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