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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

CHEVETTE ESPORTIVO PELO MUNDO

Neste post discorreremos sobre o Chevette e os modelos "irmãos", em variantes esportivas, espalhados pelo mundo. Como descrito em um post anterior, o Chevette é descendente de um modelo experimental da Opel alemã, que era, até a crise de 2008, o braço europeu da General Motors ...Tanto que os atuais modelos GM brasileiros ainda carregam a "genética" alemã, como ocorre no Corsa, Vectra, Astra (estes dois últimos, atualmente utilizam a mesma plataforma do Opel Astra 2003 alemão), Classic, Agile e Montana (estes três têm a plataforma do Opel Corsa de 1994)... Como a Opel ainda fazia parte do grupo GM, o Chevette logo ganhou o mundo. E, em tempos em que a crise do petróleo era uma realidade tangível, nada melhor do que esportivos pequenos, baseados no pequeno T-Car (nome interno da plataforma do Chevette).

Comecemos pela Alemanha, onde o Opel Kadett C foi um automóvel realmente popular. Lá tínhamos, em 1975, duas variantes esportivas do Kadett.

A primeira era, na verdade, um Kadett que utilizava o mesmo motor de 1.300 cm³ de cilindrada e 65 CV dos modelos "comuns", mas que tinha, em sua carroceria, uma notável pretensão esportiva. Era ele o Opel Kadett Aero, que era, na verdade, um modelo com uma carroceria no estilo "Targa", que logo foi muito bem copiada pela Envemo, aqui no Brasil (ler post "Modelos Raros Parte I").


Já a segunda, também surgida no mesmo ano de 1975, era o Kadett GT/E. Sua carroceria era no estilo "fastback", que nunca veio para o Brasil, apesar de ter sido cogitada, ainda em 1975, para o Chevette concorrer mais diretamente com o Volkswagen Passat. Com seu motor de 2.000 cm³ de cilidrada e 120 CV de potência (muito parecido com o do nosso Chevrolet Monza), o Kadett GT/E foi, quase que imediatamente ao seu lançamento, um sucesso nos rallyes europeus.










































Mais tarde, em 1977, surge o Opel Kadett Rallye, ou Opel Rallye, como ficou conhecido na Alemanha. Com a mesma carroceria fastback do GT/E, o Rallye tinha duas opções de motorização: uma de 1.600 cm³ de cilindrada e 70 CV e a mesma 2.000 cm³ de cilindrada e 120 CV do GT/E. Diferenciou-se deste último por trazer pintura em um tom só (o GT/E sempre tinha uma pintura estilo "saia e blusa" com a parte superior em amarelo e a inferior em preto ou branco) e uma enorme faixa lateral com a inscrição "Opel Rallye". Sua frente era a mesma para o restante da linha, que havia mudado no próprio ano de 1977, com faróis retangulares e as luzes de direção ladeando-os.

























Da mesma Alemanha, em 1975, saíam os modelos esportivos para a América do Norte: Buick Opel Sport (sedan de quatro portas) e Buick Opel Sport Coupé (carroceria  fastback). Eram, na verdade, Opel Kadett que recebiam modificações para enquadrar-se na legislação de trânsito norte-americana (à época bem mais rígidas que as do resto do mundo), com a motorização de1.600 cm³ e 70 CV potência.

A única modificação se deu no painel dianteiro, em 1977, dois anos antes de sua importação ser cessada nas terras do Tio Sam.


Em 1795 surge, na Argentina, o Opel K-180 Rally, com o mesmo motor de 1.800 cm³ de cilindrada e 86 CV de potência (derivado do motor do nosso Opala quatro cilindros) do restante da linha. Como o Opel  K-180 possuía uma única versão no país do tango, o K-180 Rally segui o padrão de carroceria do restante da linha: era um sedan de quatro portas, porém com adereços como faróis de milha, faixas na pintura, pára-choques pintados de preto (ao invés de cromados) e conta-giros no painel.


No mesmo ano de 1975, no país vizinho, o Brasil, surge o Chevrolet Chevette GP, em homenagem ao primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1 realizado nas terras de Cabral, em Interlagos. À época o Chevette só possuía a versão sedan duas portas, e foi nessa configuração, com faixas laterais com a inscrição "GP", faróis de neblina integrados à grade dianteira, rodas 1/2 polegada mais largas, conta-giros no painel, console com instrumentos de medição, espelhos externos exclusivos, que o Chevete brasileiro surgiu em sua variante esportiva. No entanto, o motor era o mesmo do restante da linha: 1.400 cm³ e 65 CV de potência


Dois anos depois, o Chevette GP passa a se chamar Chevette GP II. O "novo" modelo  em quase nada era novo, a não ser pelas novas rodas e por uma nova giclagem em seu carburador, que fazia sua potência ir para a casa dos 68 CV de potência.


Para 1978 a versão esportiva do Chevette volta a se chamar GP, e recebe a dianteira nova do restante da linha, em cunha e com duas grades (com os faróis de longa distância integrados, exclusividade dessa versão).

Em 1981 a versão esportiva passa a ter a carroceria hatchback, recém lançada, e muda sua nomenclatura para Chevette S/R. Pintura em cores exclusivas (preta  ou prata) com faixa degradê da linha de cintura para baixo, apêndices aerodinâmicos, painel com instrumentação completa e motor de 1.600 cm³, carburador de corpo duplo, com 75 CV de potência diferenciavam esta nova versão.



Do outro lado do mundo, em 1975, era lançado o Isuzu Gemini ZZ-R, muito semelhante ao Opel Kadett, alemão. A principal diferença estava no motor, que, na Terra do Sol Nascente, era um legítimo Isuzu, japonês, de 1.600 cm³ e 70 CV de potência. O principal detalhe externo que o diferenciava do Kadett eram os espelhos retrovisores, posicionados em cima dos pára-lamas, quase avançando sobre os faróis. O Gemini ZZ-R vinha nas versões sedan de quatro portas e de carroceria fastback.




Em 1978 o Isuzu Gemini recebe suas primeiras modificações na carroceria, com novo painel dianteiro e novas lanternas traseira. O motro, no entanto, continua o mesmo.


Em 1980 o Gemini ZZ-R ganha um novo motor: 1.800 cm³ de cilindrada, 16 válvulas, com duplo comando, e 130 CV de potência. Já em 1981 recebe um novo face-lift e passa a ser exportado para os Estados Unidos (somente o Gemini ZZ-R) sob o nome de Isuzu Impulse.



Na Grã-Bretanha, em 1977, surge o Vauxhall Chevette HS. Era ele um Chevette com carroceria hatchback, que usava e abusava dos apêndices aerodinâmicos e tinha, como seu principal diferencial, um motor de 2.300 cm³ de cilindrada e 180 CV de potência.

O Vauxhall Chevette HS evoluiu para o modelo de competição Chevette HSR, que lançava mão do mesmo motor, porém, mais "afinado", que rendia 200 CV de potência. Do Chevette HSR surgiu a versão "nervosa" para o público em geral (com o mesmo motor de 200 CV!), Chevette Black Magic, lançado em 1982 (ver post "A Magia Negra do Chevette"). Foi (e é até hoje), o Chevette de série mais potente produzido no mundo e o único T-Car capaz de rivalizar com BMW M3, Mercedes-Benz 190 E, Alfa Romeo Sprint, Audi Quattro e outros esportivos de prestígio.

Chevette HSR - modelo de competição



Chevette Black Magic - um HSR "de rua"

O último país a ter uma versão esportiva do T-Car foi a Austrália que, apesar de já existir Holden Gemini (bem similar ao Isuzu Gemini japonês) desde 1975, só viu surgir o Gemini ZZ/Z em 1982. Tratava-se de uma versão sedan de quatro portas, com apêndices aerodinâmicos e painel completo, porém com a mesma motorização do restante da linha, com 1.600 cm³ de cilindrada e 75 CV de potência.


E essas foram as versões esportivas dos "irmãos" estrangeiros do nosso querido Chevette, que, assim como o nosso brasileiríssimo Mini-GM, marcaram época em seus países de origem.

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