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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

HATCHBACKS

Carroceria não disponível em todos os países onde o Chevette foi produzido, a versão hatchback (que, em inglês, quer dizer "traseira cortada") foi sucesso por onde passou.
Em alguns países o Chevette Hatchback foi concebido para ser uma versão mais acessível, de preço mais baixo, e em outros chegou a ser a versão de topo da linha Chevette.
Vejamos, por ordem cronológica, os países onde surgiu essa simpática versão do Chevette que, além de mais leve, era mais estável e tinha um comportamento dinâmico melhor que o sedan (em detrimento do espaço do porta-malas).

Tudo começou na Alemanha, onde o Opel Kadett ganhou, em 1975, a versão City. O Kadett City foi criado para ser a versão mais barata da linha. Equipada com motor de 1,2 litro e 60 CV de potência, era a mais despojada da linha Kadett e tinha o firme intuito de concorrer diretamente com os recém lançados Volkswagen Golf e Volkswagen Polo que, por sua vez, substituíam o bom e velho Käfer (chamado por nós,  brasileiros, de Fusca; e conhecido internacionalmente por Volkswagen Beetle).





 Ainda em 1975 surge, nas Ilhas Britânicas, o Vauxhall Chevette... E o primeiro Chevette produzido em solo bretão foi justamente um modelo hatchback. O motor já era um 1,3 litro de 65 CV de potência.
Esse tipo de carroceria estava muito em voga na terra da Rainha, na época, e sem contar que os concorrentes do Chevette por lá eram, em boa parte, hatchbacks tais quais Ford Fiesta; Toyota P30; Fiat 127, entre outros.




















A inglesa Vauxhall foi o único fabricante a lançar a carroceria hatchback simultaneamente com as outras versões de carroceria, sendo que na Alemanha ela surgiu dois anos após o lançamento do Kadett, e no Brasil somente sete anos após o lançamento do Chevette.
Mas, ainda na Inglaterra, a carroceria que era para ser a base da linha, acabou por virar, também, a topo de linha. Em 1977 é lançado o Vauxhall Chevette HS, com motor de 2,3 litros e 200 CV de potência. Cerca de quatro anos depois surge uma versão ainda mais potente e mais luxuosa (além de mais cara): o Vauxhall Chevette Black Magic.
































Em 1976 surge, nos Estados Unidos, a dupla Chevrloet Chevette / Pontiac Acadian. Estes nunca tiveram outra versão de carroceria, a não ser a hatchback, por uma razão muito simples: na América do Norte os Chevette / Acadian eram automóveis subcompactos, que concorriam, principalmente com os estrangeiros Toyota Corolla (que era pouco maior que o Chevette), Honda Civic (que era um hatchback de pequeníssimo porte); Datsun 1200 (a Datsun é, hoje, a atual Nissan); Volvo 144; Volkswagen Rabbit (que nada mais era que o Volkswagen Golf adaptado para o mercado norte-americano), entre outros.
A dupla Chevette / Acadian surgiu como um pequeno hatchback  de três portas, mas dois anos depois passaram a ser comercializados com cinco portas, versão esta que vendeu bem mais.



































































O último hatchback  a surgir no mundo foi o brasileiro, em fins de 1979, já como modelo 1980. Surgiu para concorrer mais diretamente com o Volkswagen Gol, que era o pretenso substituto do Volkswagen Fusca (e que acabou mesmo por sê-lo, só que anos mais tarde) e que ganhava cada vez mais espaço no mercado, e também com o pequeno Fiat 147. 
No princípio o Chevrolet Chevette Hatch (aqui no Brasil a palavra hatchback acabou por ser abreviada para hatch) contava com duas opções de motor: 1,4 litro de 60 CV e 1,6 litro de 68 CV de potência.













Assim como na Inglaterra, o que era para ser a base da linha acabou por tornar-se o topo da linha. Em 1981 é lançado o Chevrolet Chevette S/R: uma versão esportiva com motor de 1,6 litro, carburador de corpo duplo e 75 CV de potência; painel com conta-giros, vacuômetro e console com marcador de combustível, marcador de temperatura, voltímetro e relógio de horas; pintura exclusiva e apêndices aerodinâmicos.



Em 1983 a linha Chevette é remodelada, e a versão esportiva S/R desaparece. No entanto a versão hatchback ficou em produção até fins de 1986, quando foi lançada a linha Chevette 87, com pequenos retoques na aparência e quando as carrocerias hatchbacks não faziam mais tanto sucesso no país.


















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