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sábado, 7 de maio de 2011

FINALMENTE RODANDO

Satisfação, quase orgásmica, em voltar a rodar com o velho Chevybrown depois de longo tempo.
Hoje, véspera do dia das mães, fui buscá-lo no centro automotivo onde ele estava recebendo novos componentes de suspensão, pneus, balanceamento e alinhamento, e foi muito gratificante ser notado nas ruas, quase que como uma celebridade, por estar a bordo de tão formoso e conservado automóvel antigo. Mais bacana ainda foi estacionar o velho Chevybrown em frente a casa do meu pai e notar o alvoroço da vizinhança ao ver o mesmo carro que era praticamente execrado, alvo de reclamações por estar "entranqueirando" a rua, sendo admirando-o, quase não sendo reconhecido.
Hoje estacionei-o no mesmo local onde ele ficou parado por quatro anos seguidos e um dos vizinhos veio perguntar-me: -Ué? Trocou? Onde está o seu Chevette?  Mas o melhor mesmo foi ver sua admiração ao responder-lhe: -Esse mesmo carro que estava aí há alguns meses!
Realmente é um "antes e depois" digno de Ivo Pitanguy.


O estado em que se encontrava o Chevybrown, em julho de 2010...

...quando foram iniciados os trabalhos para sua recuperação










O mesmo carro, dez meses depois, quase pronto.

Estacionado em frente à casa do meu pai no mesmo local onde ficou "jazido" por quatro anos...

...faltando, agora, apenas algumas minúcias, que serão feitas na minha casa












































































Encostarei-o, agora, em minha garagem, no centro de Sorocaba, para as últimas minúcias e aproveitá-lo nos fins de semana e nos encontros de carros antigos.

BEM VINDO DE VOLTA, VELHO CHEVYBROWN!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CHEVETTE DE CARGA

Muito se engana quem pensa que uma caminhoneta derivada do Chevette é privilégio de brasileiro. Bem verdade que nem os norte-americanos, nem os europeus não tiveram uma versão de carga do pequeno clássico mundial da GM.

Ao que tudo indica, as primeiras caminhonetas Chevette surgiram quase que simultaneamente em dois continentes diferentes: por volta de 1977, na Coréia do Sul, no Equador e no Uruguai.

Comecemos pela mais longínqua: a sul-coreana, chamada Saehan Max. Seu fabricante, a Saehan, era, na verdade, uma subsidiária da compatriota Daewoo, que fabricou o Chevette sob o nome de Daewoo Maepsy-Na, de 1982 a 1989 (que foi substituído pelo Daewoo Le-Mans, cópia do Chevrolet Kadett brasileiro). Durante este tempo a Saehan fabricou uma caminhoneta derivada da plataforma do Chevette, porém, com a dianteira muito diferente da do carro que lhe deu origem, e muito semelhante à do Buick Opel norte-americano (parecido com o Chevette "Tubarão", brasileiro).

Havia também certas distinções estruturais e mecânicas, já que enquanto o sedan Maepsy-Na, fabricado posteriormente, contava com um motor de 1,5 litro e cerca de 65 CV de potência, a caminhoneta Saehan Max contava com um motor de 2 litros e cerca de 90 CV de potência, lançando mão de um diferencial mais curto, para lhe dar maior torque e melhor performance quando totalmente carregada. Estruturalmente o Saehan Max contava com reforços no seu monobloco, que fazia-o comportar-se com um chassi, propriamente dito, como nas caminhonetas de grande porte (Ford F-250, Dodge Ram e outras mais), permitindo que o compartimento de carga fosse totalmente independente da cabine, podendo, até mesmo, ser removido (coisa que não acontece na Chevy 500, brasileira).



A Saehan Max chegou a ser comercializada em alguns países da América do Sul, como Equador, Venezuela, Colômbia e Uruguai... em alguns deles sob o nome de Saehan Gemini (o mesmo nome do "Chevette" japonês e australiano).

Foram justamente no Equador e no Uruguai que as outras caminhonetas Chevette surgiram, antes mesmo da brasileira Chevy 500.

No mesmo ano de 1977 surge, no Equador, o Aymesa Pick-up Powered by Chevette, derivada do Aymesa Cóndor. O Aymesa Cóndor era, na verdade, Chevette fabricado no Brasil que recebia um kit em fibra de vidro que o deixava com a dianteira muito semelhante à do Vauxhall Chevette fabricado na Inglaterra... Havia também a versão coupé, semelhante ao Kadett C coupé, alemão, porém com a frente inspirada no Chevette inglês.

Aymesa Cóndor - "fabricado" no Equador















Aymesa Cóndor Coupé GT


















O Aymesa Pick-up nada mais era do que um Cóndor transformado em caminhoneta, que recebia um novo painel traseiro, em fibra de vidro e o mesmo motor de 1,4 litro e 68 CV de potência, fabricado no Brasil, também presente no Cóndor.



Em 1979 surge, no Uruguai o Imesa Pick-up, que nada mais era do que uma cópia do Pick-up equatoriano Aymesa.


No ano seguinte surge a versão cabine dupla, adiantando uma tendência que só se viu trinta anos depois, no Brasil, com o lançamento do Fiat Strada cabine dupla. No entanto, este modelo tinha como peculiaridade o painel frontal do Chevette brasileiro daquele ano, apesar de o sistema de abertura do capô continuar como no Chevette inglês.

desculpas, galera... não achei uma foto de um Imesa Pick-up cabine dupla em melhores condições.

Esses modelos uruguaios de cabine dupla logo começaram a ser fabricados pela Grumett, a mesma que fabricava o Grumett Coupé (carroceria do Opel Kadett C coupé, alemão; com frente do Vauxhall Chevette, inglês; lanternas traseiras e motor do Chevette 1,4 litro, brasileiro), assim que foi decretada a insolvência da Imesa.
Grumett Coupé
Somente em 1983 surgiu aquele que foi o mais longevo "Chevette de carga" do mundo: o Chevrolet Chevy 500, fabricado no Brasil e exportado aos países-irmãos sul-americanos, onde ganhou o nome de GMC 500 e de Chevrolet Cargo, no Equador, e que só foi aposentar-se em 1995.



















terça-feira, 19 de abril de 2011

VOLTANDO NO TEMPO... NUM CHEVETTE.

Saudações, amigos.  Neste post, apenas alguns anúncios de propaganda, veículados em revistas e outros veículos de mídia, da época em que o Chevette era fabricado. Prospectos nacionais e alguns poucos de nossos vizinhos sul-americanos.

Um dos primeiros anúncios do Chevette, em 1973.





















Idem, 1973

1974






















1975























1975























1975
























1975






















1975


1975













1977





















1977























1978
















1980





















1981






















1981














1981













1981

1981

1981

1981


1981
























1984


1984

1984, Colômbia
























1984, Equador, onde o Chevette chamou-se Chevrolet San Remo

























1988


Alguns vídeos institucionais do Chevette













Para a próxima, postarei algumas propagandas do Kadett C, o Chevette alemão.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O CHEVETTE QUE NÃO É (MAIS) LATA VELHA

Satisfação em rever meu velho Chevybrown, quase pronto, praticamente despedindo-se do tapeceiro, rumo ao auto-elétrico e ao especialista em instrumentos de medição, para depois trocar itens de suspensão e os pneus (que praticamente não rodam há quatro anos), e ver que um trabalho que começou em julho de 2010 está valendo a pena (pelo menos de ser visto e admirado, porque se for fazer as contas de quanto foi gasto, fico louco e minha mulher me expulsa de casa!!!).

Meu pai, primeiro e único dono do Chevybrown, conferindo a pintura


















banco traseiro estilo "toalha de piquenique", bem anos 70 (os dianteiros também serão assim)


















faltando alguns frisos e a janela direita, que já foram providenciados


















Volante em madeira, de época, (foi mais caro que um Shutt novo) e pedaleira nova


















"tablier" do painel, pintado na mesma cor do carro.











Painel do Chevette GP (no qual foi dado um "talento"), a ser instalado.

Console do Chevette S/R (vacuômetro por minha conta), a ser instalado



































Pequeno detalhe: as letras "CHEVROLET" para dar uma aura de clássico




















E pensar que o coitado estava neste estado... APRENDAM COMO SE FAZ, LATA VELHA!!!

Sim, amigos: desde julho de 2010! Um trabalho feito em ritmo de conta-gotas, como deve ser tratado um clássico: Sem um pingo de massa plástica; correndo atrás de peças originais novas de estoques antigos de auto-peças de São Paulo e de outros cantos do país; uma "tunagem" feita de acordo com a época do carro (sem tapete tipo "chão de busão", neon, leds, lanternas traseiras de carreta, pára-choques de plástico e outras "xunagens" mais)... Enfim, um automóvel que vai dar muita satisfação ao girar a chave no contato e ter a sensação de que voltamos no tempo... E sem ter que "pagar mico" em algum palco!!!

É assim que se restaura um carro!!!