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sexta-feira, 1 de julho de 2011

NA TERRA DO SOL NASCENTE

Quem diria que o nosso Chevette invadiria também o solo japonês? Sim, é verdade... Tudo começou em 1971, quando a General Motors arrebanhou grande parte das ações da industria automobilística nipônica Isuzu, pretendendo, desde então, concretizar o conceito de "carro mundial". 
A GM ainda é "dona" da Isuzu... vide o utilitário Isuzu Hombre, muito parecida com a nossa S-10 que, por sua vez, não guarda muita semelhança com a S-10 norte-americana.

Isuzu Hombre, muito semelhante à S-10 brasileira

Mas, voltando ao nosso assunto (Chevette), o pequeno GM começou sua carreira nas terras dos samurais substituindo um grande sucesso da indústria japonesa de automóveis: o Isuzu Bellet... Tanto que, em seu primeiro ano de mercado o Chevette japonês era vendido com o nome de Isuzu Bellet Gemini, para, somente em 1976, dois anos após seu lançamento, assumir a nomenclatura Isuzu Gemini.

Isuzu Bellet - antecessor do Gemini, o Chevette japonês


O Isuzu Gemini, ainda chamado Isuzu Bellet Gemini, surgiu em novembro de 1974, equipado com um motor quatro cilindros, SOHC, 1,6 litro e 70 CV de potência; havia também a opção de um motor À diesel, também de quatro cilindros, 1,8 litro e  praticamente com a mesma potência do 1,6 litro à gasolina. As opções de carrocerias eram apenas duas: sedan de quatro portas e coupé fastback de duas portas.




O novo modelo da Isuzu assemelhava-se muito com o modelo alemão (Kadett C), mas guardava uma peculiaridade, comum aos carros japoneses da época: os espelhos retrovisores afixados nos pára-lamas dianteiros, para que assim o motorista não precisasse "tirar os olhos da estrada" ao verificar o trânsito atrás dele.

























Ainda em 1976 o Gemini ganhou uma versão esportiva, o Gemini ZZ-R, em duas ou quatro portas, com o mesmo motor de 1,6 litro, só que mais afinado, chegando perto dos 90 CV de potência.




















Em 1978 o Gemini recebe seu primeiro face-lift, ganhando novos conjuntos ópticos, dianteiros e traseiros; novo painel frontal; novos pára-choques; entre outras novidades... Foi neste mesmo ano em que deixou de ser exportado para os Estados Unidos, onde era vendido sob o nome Buick Opel.




















Em 1980 a versão ZZ-R finalmente ganha um motor a altura de um pequeno esportivo "de respeito": quatro cilindros; muitliválvulas, com duplo comando; 1,8 litro e 130 CV de potência.




Neste mesmo ano o Isuzu Gemini volta a ser vendido nos Estados Unidos, só que desta vez não como um Buick Opel, e sim como um legítimo carro japonês: O Isuzu Gemini ZZ-R  ganhava o nome de Isuzu Impulse, enquanto as outras versões recebiam o nome de Isuzu I-Mark.


Em 1982 novo face-lift, apenas deixando os faróis retangulares, como já o eram nos modelos de exportação.






Em 1984 ocorre uma mudança bem radical no Isuzu Gemini: ele simplesmente torna-se outro carro, no qual não mais se reconhece semelhança alguma com o nosso Chevette.
Somente o nome Gemini foi mantido, mas agora ele é um automóvel dotado de tração dianteira e design mais atual.

Gemini 1984 - nada a ver com o "bom e velho" Chevette


Para encerrar a matéria, alguns prospectos e vídeos institucionais:



























sábado, 25 de junho de 2011

"SIR" CHEVETTE

O "braço" europeu da General Motors sempre foi a Opel, da Alemanha, até esta ser vendida no auge da crise de 2008. No entanto, no Reino Unido o "braço" da GM era a Vauxhall, que fabricava em território bretão os modelos Opel.
Em 10 de fevereiro de 1975 surge aquele que seria o modelo britânico do Opel Kadett: o Vauxhall Chevette.


Ao contrário do modelo alemão, o Opel Kadett, o Vauxhall Chevette surgiu inicialmente na versão hatchback (na Alemanha essa foi uma das últimas carrocerias a surgir no Kadett), mas também tinha versões sedan de duas e quatro portas.
















Além do nome, o Chevette britânico guardava algumas características comuns com o Chevette brasileiro, como, por exemplo, a placa de licença traseira ser abaixo do pára-choques, e não entre as lanternas como no Kadett alemão; outra semelhança ficava por conta do painel de instrumentos que, apesar de contar com direção à direita (caracteristicamente inglês, já que por lá o trânsito é "invertido"), é muito semelhante ao painel usado nos Chevette brasileiros à partir de 1983.





























A dianteira do carro era muito peculiar, tanto em relação ao Opel Kadett alemão, quanto em relação ao Chevrolet Chevette brasileiro... Mas guardava, sim, raízes germânicas, já que era bem semelhante à dianteira do esportivo alemão Opel Manta (coupé de porte médio-grande, antecessor do Opel Calibra).

Opel Manta "B" - 1975 / 1989

O motor do Chevette britânico era o mesmo do Kadett alemão de época: um quatro cilindros de 1,3 litros e 65 CV de potência.
No ano seguinte, 1976, o Chevette ganha mais duas versões de carroceria: a Estate, que, cá no Brasil, chamamos de perua; e a Aero, um semi-conversível muito semelhante ao Kadett Aero alemão.
























A versão Estate logo ganhou uma versão utilitária, sem janelas traseiras, e que era vendida sob a marca Bedford (divisão de veículos pesados da Vauxhall) com o nome de Chevanne.














Em 1977 o Chevette ganha uma versão muito interessante chamada HS. Tratava-se de um Chevette hatchback com apêndices aerodinâmicos, exclusivamente na cor prata, rodas e pneus mais largos e, o mais interessante, um motor de quatro cilindros, 16 válvulas e 2.3 litros, que desenvolvia 200 CV.























A nova versão do carro também foi parar nos campeonatos de rallye, numa versão especial denominada Chevette HSR. Era concorrente direto do Ford Escort e, curiosamente, também do “irmão” Opel Kadett. O Chevette foi sucesso imediato nas mãos do piloto Tony Pond, sendo campeão em 1981.



O Chevette HSR, usado nas competições, deu origem a uma nova versão, especial e limitada, em 1982, chamada Black Magic (Magia Negra), que era capaz de afrontar muitos esportivos europeus, inclusive alguns famosos,  tais como BMW M3, Audi Quattro, Alfa Romeo Sprint e Mercedes Benz 190E 2.3. Os atributos do Black Magic: motor de quatro cilindros, multiválvulas, 2.3 litros e 230 CV (só para comparar: o BMW M3, de 1982, contava com um motor, também, tetracilíndrico multiválvulas, de 2.3 litros, que rendia 200 CV, trinta a menos que o Chevette Black Magic) e tração traseira, como nos melhores esportivos europeus. Externamente contava com  apêndices aerodinâmicos e pintura exclusivamente preta. O acabamento interno nada devia aos esportivos de griffe: bancos de couro, painel de madeira, volante esportivo, conta-giros e outros instrumentos, como manômetro de óleo e vacuômetro. 






















Em 1984 a Vauxhall decide interromper a produção do Chevette, dando lugar ao Vauxhall Nova, que era, na verdade um Opel Corsa alemão com versão sedan (coisa que o Corsa não tinha), por ser um projeto mais moderno, já contando com tração dianteira.
De qualquer modo, o Chevette foi muito bem aceito e aclamado nas ilhas britânicas, tendo por lá uma verdadeira legião de fãs que conservam seus exemplares como verdadeiras jóias da coroa.






















Para finalizar, alguns comerciais de época.