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quinta-feira, 14 de abril de 2011

O CHEVETTE QUE NÃO É (MAIS) LATA VELHA

Satisfação em rever meu velho Chevybrown, quase pronto, praticamente despedindo-se do tapeceiro, rumo ao auto-elétrico e ao especialista em instrumentos de medição, para depois trocar itens de suspensão e os pneus (que praticamente não rodam há quatro anos), e ver que um trabalho que começou em julho de 2010 está valendo a pena (pelo menos de ser visto e admirado, porque se for fazer as contas de quanto foi gasto, fico louco e minha mulher me expulsa de casa!!!).

Meu pai, primeiro e único dono do Chevybrown, conferindo a pintura


















banco traseiro estilo "toalha de piquenique", bem anos 70 (os dianteiros também serão assim)


















faltando alguns frisos e a janela direita, que já foram providenciados


















Volante em madeira, de época, (foi mais caro que um Shutt novo) e pedaleira nova


















"tablier" do painel, pintado na mesma cor do carro.











Painel do Chevette GP (no qual foi dado um "talento"), a ser instalado.

Console do Chevette S/R (vacuômetro por minha conta), a ser instalado



































Pequeno detalhe: as letras "CHEVROLET" para dar uma aura de clássico




















E pensar que o coitado estava neste estado... APRENDAM COMO SE FAZ, LATA VELHA!!!

Sim, amigos: desde julho de 2010! Um trabalho feito em ritmo de conta-gotas, como deve ser tratado um clássico: Sem um pingo de massa plástica; correndo atrás de peças originais novas de estoques antigos de auto-peças de São Paulo e de outros cantos do país; uma "tunagem" feita de acordo com a época do carro (sem tapete tipo "chão de busão", neon, leds, lanternas traseiras de carreta, pára-choques de plástico e outras "xunagens" mais)... Enfim, um automóvel que vai dar muita satisfação ao girar a chave no contato e ter a sensação de que voltamos no tempo... E sem ter que "pagar mico" em algum palco!!!

É assim que se restaura um carro!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O CHEVETTE DO TIO SAM


Nos Estados Unidos, a priori, o Chevette era um importado. Desde 1966, início da segunda geração do Opel Kadett alemão, a General Motors norte-americana importava, através de uma de suas divisões, a Buick, o pequeno automóvel germânico, sob o nome de Buick Opel, para fazer frente aos, também germânicos, Volkswagen Beetle, Type 3 e Squareback (equivalente aos nossos Fusca, TL e Variant, respectivamente).


Em 1973 o Kadett alemão muda, assim como muda, também, o mercado norte-americano de automóveis, que agora têm a maciça concorrência nipônica devido à crise mundial de petróleo daquele ano. O Buick Opel fica, então, neste ano, muito parecido com o nosso Chevette e com o Kadett C alemão.



O Buick Opel durou até 1979, sendo que no ano anterior passava a não mais vir da Alemanha, mas sim do próprio Japão. Só que, ainda em 1978, recebeu faróis retangulares, dando-lhe um aspecto mais moderno, e uma grande campanha publicitária que dizia "Se você procura um grande carro japonês com um grande nome americano, você achou: Buick Opel."... Essa campanha fazia-se necessária já que em fins de 1978 e começo de 1979, devido a segunda crise do petróleo, as grandes marcas norte-americanas (acostumadas a fabricar carros grandes e opulentos) estavam perdendo muito mercado para os importados europeus e, principalmente, japoneses.










"Se você procura um grande carro japonês com um grande nome americano, você achou: Buick Opel."

Só que em 1976 o Chevette passou a ser fabricado nas terras do Tio Sam, com o mesmo nome do modelo brasileiro: Chevrolet Chevette. Lançado como um modelo sub-compacto, hatchback de três portas, o Chevette tinha duas opções de motor (ambas quatro cilindros, com 1,4 litro e 57 HP e com 1,6 litro e 63 HP) e três opções de câmbio (manual de quatro marchas, automático de três marchas e automático com caixa "Powerglide" de duas marchas).



Em 1978 o Chevette chega ao mercado com a frente remodelada e com uma versão de cinco portas.


No ano seguinte ele tem a sua traseira remodelada e dura até 1987 no mercado norte-americano, quando ganhou um substituto japonês: o Suzuki Swift, que ganhou o nome de Chevrolet Sprint;


Com o intuito de atingir também o mercado canadense, no mesmo ano de 1976 é lançado o Pontiac Acadian, que era uma cópia fidelíssima do Chevrolet Chevette norte-americano... Acontece que a marca Pontiac vendia muito mais do que a marca Chevrolet, no Canadá, por isso o seu lançamento. O Acadian tinha a mesma motorização e sofreu as mesmas modificações que o irmão gêmeo Chevette. Acabou por ter sido substituído também pelo Suzuki Swift, que levou o nome de Pontiac Firefly.


sábado, 19 de março de 2011

VENDAS E ALGUMAS CURIOSIDADES

VENDAS

 Na Alemanha, o Kadett C foi o automóvel Opel mais vendido na Europa; nos Estados Unidos, os Chevette / Acadian também venderam razoavelmente...No Brasil, o Chevette ultrapassou a marca de 1 milhão e 200 mil veículos vendidos (1.214.698) em vinte anos de produção. Ainda hoje vemos muitos deles rodando pelas ruas, o que prova a sua resistência, característica que o Chevette ganhou devido ao fino trato que a GMB dispensava em sua produção.
Apesar de ter atingido seu pico de vendas em 1980 (94.816 unidades comercializadas), o Chevette foi campeão de vendas em 1983, batendo, inclusive, o campeoníssimo Fusca, da Volkswagen. De 1987 em diante sua "saúde" já estava prejudicada devido a projetos mais modernos existentes no mercado, tal qual Fiat Uno, Ford Escort e Volkswagen Gol (que recém recebera mecânica refrigerada a água). O "canto do cisne" do Chevette foi bem no final de sua carreira devido aos incentivos fiscais que receberam o Chevette Junior, de motor com 1.000 cm³, e o Chevette L, modelo básico (espartano até) de motor com 1.600 cm³.
O gráfico abaixo (clique nele para visualizá-lo melhor) demonstra os números de vendas no mercado interno. Portanto, aí não estão inclusos os milhares de Chevette exportados para Argentina, Colômbia, Equador, Venezuela, e outros vizinhos sul-americanos.

 É valido lembrar, também, que o Chevette ganhou, por duas vezes, o título de “Carro do Ano”, da revista Auto-Esporte (tido como o mais importante do país), sendo um em 1974, por ocasião de seu lançamento, e outro em 1981, por ocasião do lançamento do Chevette Hatch S/R.



CURIOSIDADES

  • Foi no Brasil que, pela primeira vez, se usou o nome Chevette, já que o inglês Vauxhall Chevette foi lançado somente em 1975 e o Chevette norte-americano só em 1976, enquanto que o brasileiro data de 1973. Vale lembrar que, também, o Chevette brasileiro foi o primeiro T-Car produzido em escala comercial no mundo.


  • No Brasil, a série esportiva GP (Grand Prix) assim foi batizada em comemoração ao primeiro Grande Prêmio de Fórmula 1, que se realizou no país, em 1975. Há histórias afirmando que a GM do Brasil ofereceu um Chevette GP para cada um dos pilotos da competição utilizar durante sua estadia no país (e histórias de que os pilotos “destruíram” todos esses Chevette, depois de tanto “brincarem” com eles).


  • Nos Estados Unidos e Canadá, o T-Car ostentou nada menos que quatro marcas de fabricantes e não menos que cinco nomes diferentes. Vamos a eles: Buick Opel (importados da Alemanha e do Japão); Chevrolet Chevette; Pontiac Acadian; Pontiac 1000 (os três fabricados nos Estados unidos) e Isuzu Impulse (importado do Japão).
Isuzu Impulse: fabricado no Japão e vendido nos EUA

  
  • Alguns exemplares do Kadett B, importados pela General Motors do Brasil, como “mulas” de teste, para a pré-série do 909 (Chevette), hoje são peças de colecionador. O mesmo ocorreu com alguns Opel Rekord, importados com o mesmo intuito, só que estes eram “mulas” do Opala.
Opel Kadett B: o antecessor do Chevette

  • O Chevette brasileiro foi um dos poucos carros que, em seu lançamento, não “herdou” a mecânica de nenhum outro automóvel e, chegou até os seus vinte anos de existência mantendo a mesma base mecânica e de carroceria. Nesse aspecto, houve somente dois carros como ele no Brasil: Chevrolet Opala e Volkswagen Fusca.



sexta-feira, 18 de março de 2011

PROPOSTAS E PROTÓTIPOS

OPALIM
  • Antes do Chevette ser lançado, a GM do Brasil já cogitava um segundo automóvel de passeio para fazer parte da sua linha. Em Abril de 1971, a revista Quatro Rodas, publicação da editora Abril, tentou antecipar o que seria este novo automóvel, de tamanho menor do que o, até então, único automóvel produzido pela General Motors do Brasil, Opala. A projeção na capa da publicação era, na verdade, um Opel Ascona, de fabricação alemã, que acabou por vir onze anos mais tarde, em uma outra geração, denominada Chevrolet Monza. Quando estampou a capa da respeitada revista, o Ascona levava o nome de Opalim, numa alusão à "pequeno Opala"... Era o pontapé inicial para a introdução do Chevette.


CHEVETTE (PROTÓTIPO)
  • Em maio de 1972, a mesma Quatro Rodas flagrava, em plena estrada, quase sem disfarces, o modelo definitivo do nosso Chevette. Fato que só vem a confirmar que o Chevette brasileiro antecedeu o Kadett C alemão (o Chevette foi lançado em Abril de 1973, enquanto o Kadett C só foi lançado no final do mesmo ano).


PERUA CHEVETTE
  • Em Fevereiro de 1974 cogita-se o lançamento da perua Chevette, para poder concorrer diretamente com o Ford Belina (o Opala Caravan só seria lançado no ano seguinte), tal lançamento só se deu 7 anos depois e chamou-se Chevette Marajó. O fato é que, em 1974, já existia uma versão perua do Chevette, só que fabricada na Alemanha, sob o  nome de Kadett Caravan (aliás, Caravan era a designação da Opel para os modelos que aqui chamamos de perua, e que alguns, que gostam de anglicanizar a nossa língua, chamam de station wagon... E, ao contrário do que possa parecer, "Caravan" não queria dizer "caravana", e sim "Car-a-van" ou "Car as a van", que designava, justamente, um veículo misto de automóvel de passeio e van de carga... Sendo assim, da Opel tivemos Kadett Caravan, Astra Caravan, Corsa Caravan e outras mais).


CHEVETTE MONZA

  • No Salão do Automóvel de São Paulo, no ano de 1974, a General Motors apresentou em seu estande um estudo, desenvolvido pelo departamento de estilo da fábrica, para uma versão esportiva do Chevette. O nome Monza foi, então, utilizado oito anos antes do lançamento do carro médio da GMB, já que esse estudo de 1974 foi batizado de Chevette Monza, em homenagem ao tradicional autódromo italiano, palco de importantes competições automobilísticas.


CHEVETTE COUPÉ FASTBACK
·       Em Janeiro de 1975, algumas publicações anunciaram uma nova versão de carroceria para o Chevette: a coupé fastback, semelhante à mesma carroceria do Opel Kadett C alemão. A nova versão viria para fazer frente ao Passat, da Volkswagen, e também para ser uma opção mais barata frente ao Opala cupê, da própria GM. Pena não ter vindo: além de ser bem “estiloso”, seria um ótimo “brinquedo” nas mãos dos “tuneiros”.



NOVO CHEVETTE / CHEVETTE HATCH  (PROTÓTIPO)
·      Em Abril de 1976, a revista Quatro Rodas anunciava um novo lançamento: o Chevette hatchback (que só viria em 1979, como modelo 1980). Mas o que havia sido flagrado era, na verdade, um Vauxhall Chevette, fabricado na Inglaterra, que foi importado pela GMB para testes. Um pouco antes, em Setembro de 1975, especulava-se, também, que haveria um “face-lift” no nosso pequeno Chevrolet, o que acabou acontecendo em 1978, no entanto, na ilustração da capa da renomada publicação, o Chevette parecia mais comprido e mais largo, lembrando muito o Pontiac Ventura de 1975. A nova frente, que veio, de fato, foi flagrada no  ano de 1976, porém, no mês de agosto, um ano e meio antes de ser lançada.



















CHEVETTE 1978

  • Em Março de 1977 divulga-se um novo face lift  para o Chevette. Provavelmente produto das chamadas "clínicas" (onde potenciais proprietários são chamado pela fábrica para dar opinião sobre o que deve ser mudado nos modelos de automóveis), o modelo que ilustrava a capa da Quatro Rodas daquele mês parece não ter agradado ao público.



CHEVETTE S/R

  • Não, não é o modelo lançado como variante esportiva do Chevette em 1981, embora guarde notáveis semelhanças com este. Trata-se do seu antecessor direto, apresentado como um protótipo no Salão do Automóvel de São Paulo de 1978. Naquele ano, o departamento de estilo da General Motors apresentou uma proposta de versão esportiva para o Chevetteque substituísse o “esportivado”, e considerado lento, Chevette GP II. Para isso, o conceito Chevette S/R contava com novas rodas (idênticas às do Vauxhall Chevette HSR, de fabricação inglesa), dianteira diferenciada (também inspirada no Chevette bretão), pára-choques em poliuretano, spoilers dianteiro e traseiro, saias laterais, faróis com cobertura acrílica, capô com ressalto central e teto solar. Por dentro havia instrumentação completa e forrações com tecido xadrez. Na mecânica, a novidade ficava por conta do motor 1.6 litro, de maior deslocamento e potência que o 1.4 litro que equipava os Chevette “de rua”, até então (o motor 1.6 só chegou à linha em 1980). O S/R foi lançado em 1981, porém com carroceria hatchback e aparência bem mais conservadora em relação ao protótipo de 1978.



CHEVETTE 1979
  • Em 1979, no auge da segunda (e derradeira) crise do petróleo, a Quatro Rodas divulga uma ilustração do que seria o Chevette para a década seguinte. Acabou por não concretizar-se, mas que é inegável a semelhança da ilustração com aquilo que seria o Opel Corsa, lançado somente em 1983, na Alemanha, isso é.

CHEVETTE 1983

  • Para finalizar, aquilo que realmente se concretizou: o face lift do Chevette em 1983, prenunciado pela Quatro rodas em Junho de 1982. As únicas diferenças da ilustração para o carro que veio foram os espelhos externos, a ausência dos quebra-ventos na ilustração e a portinhola na coluna C, que foram mantidas as mesmas dos modelos anteriores no esboço da capa da revista.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MODELOS RAROS PARTE IV

Em um Brasil em que eram proibidas as importações de automóveis, a classe média alta, e a casta acima desta, sonhava com automóveis diferenciados, que saíssem do lugar comum. Por estes mesmos anos, raros eram os foras-de-série que fugiam ao tradicional sistema mecânico da Volkswagen de motor traseiro.
Uma destas raridades era o Avallone TF, que era, na verdade, uma réplica do  MG TD inglês de 1953.


O modelo foi concebido pelo piloto e construtor de carros de corrida Antonio Carlos Avallone, e diferenciava-se de seu concorrente, o MP Lafer, por possuir uma disposição mecânica mais de acordo com o modelo bretão que lhe deu origem pois, enquanto o MP Lafer fazia uso da mecânica Volkswagen "a ar" na traseira (apesar de contar com um longo capô dianteiro), o Avallone tinha um conjunto de motor dianteiro e tração traseira, exatamente como no MG da terra da rainha.
O Avallone TF foi apresentado ao público no Salão do Automóvel de 1976, e lançava mão, justamente, do conjunto mecânico do Chevette... Um dos poucos, senão o único, fora-de série a lançar mão da mecânica do pequeno GM.


Diferenciava-se do MP Lafer por ser uma réplica do modelo MG de 1953, enquanto o Lafer era uma réplica do modelo de 1948; e também por vir com interior bem mais espartano (mais de acordo com o original inglês), enquanto o Lafer era bem luxuoso (nada mais justo, tratando-se de uma renomada indústria moveleira).
No início da década de 1980 o Avallone passou a contar com a mecânica do Chevrolet Opala de 4 cilindros, e em 1985 passou a utilizar o motor do Chevrolet Monza, para, em 1987, ser-lhe decretado o decesso.
O Avallone TF é um raríssimo modelo, podendo alcançar altas cotações nos dias de hoje, e  mais raro ainda por ser um automóvel fora-de-série que contava com o motor do Chevette.
O mais curioso é saber que nos Estados Unidos existiram milhares de réplicas do MG inglês, produzidas pelos mais diversos fabricantes, que lançavam mão da mecânica do Chevette (e por muitas vezes se utilizando da plataforma do Chevette americano), que era muito semelhante ao nosso.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CHEVETTE 1.7 (SEM ALTERAR O DOCUMENTO)

    Esse eu garanto que fica muito bom. Fiz essa “receita” num Chevette 75, quatro marchas... o “bicho” alcançava 150 km/h em terceira marcha, isso quando o veneno ainda não estava completo, pois ainda andávamos com o carburador original do Chevette (corpo simples) e com o coletor de escapamento também original. A receita consiste em transformar o motor do Chevette num 1.7 litros. Como isso? Veremos a seguir, e melhor, sem ter que alterar o documento, já que o motor é o do próprio carro:

·        Preparação do bloco do motor – o ideal é comprar outro bloco, já meio “detonado” de preferência (guarde o seu para o caso de depois querer voltar o motor ao original) porque sai mais barato e, pelo o que vai ser feito, não faz diferença se é novo ou já bem usado (tanto faz se é de motor 1.4, 1.6 ou 1.0). Em seguida manda-se o bloco para uma retífica onde será feito um serviço “especial”: a abertura dos cilindros para que caibam as camisas e os pistões do Monza 1.8. 


O que será feito em seguida é a montagem desses pistões e anéis do Monza nas bielas do Chevette. Monta-se o motor normalmente. As válvulas continuarão as originais do Chevette, o que deverá mudar, para se obter uma melhor performance é o comando de válvulas, que deverá ser um 318º, como o original do Chevette 1974.


·        Coletores de admissão e carburador. – Devem se usados os mesmos tipos de coletores usados no veneno médio, só que o carburador que eu recomendo agora é nada mais nada menos que um “quadrijet”, também conhecido com “quadrifoglio”, quando usado nos Alfa Romeo 2300 nacionais , pode-se usar um ou dois carburadores desses. O carburador Weber 44  também é uma boa pedida para esta receita.






·        Sistema de Escape – Os coletores devem ser dimensionados . O restante do cano de descarga deverá ser “reto”, ou seja, sem nenhum silenciador, abafador e (muito menos) catalisador, pois cavalo que anda também faz barulho. Opcionalmente pode-se usar um abafador traseiro 

·        Velas de Ignição e cabos de vela – Sugiro aqui velas de boa qualidade, de preferência as de quatro eletrodos, usadas em motores de aviação. Essas velas proporcionam uma queima mais completa da mistura ar combustível, o que resulta em respostas mais rápidas e uma relativa economia de combustível. Cabos de vela eu sugiro os supressivos e siliconados, a sugestão que eu vou dar é um pouco cara, mas vale o investimento: prefira os cabos importados da marca Accel.

·        Filtro de ar e respiro do óleo – É só usar os esportivos de sua preferência e de boa qualidade.

·        Radiador de óleo – Num veneno como este é quase que indispensável o uso de um bom radiador de óleo. É ele o responsável por refrigerar o óleo do motor, não deixando assim que ele “afine” muito. Podem ser encontrados muitos modelos de radiadores de óleo.




CUIDADO IMPORTANTÍSSIMO: Ajuda muito a utilização de aditivos de radiador de boa qualidade e cerca de 100 ml de Molykote (bissulfeto de molibdêmio) no motor a cada troca de óleo, que deve ser sempre entre 3.000 km e 5.000 km. O óleo é outro item importante: só use óleos de boa qualidade, com aditivação SJ ou superior. Não é necessário o uso de óleo sintético, basta apenas um óleo de boa qualidade e respeitar as trocas.

MAIS UM CUIDADO IMPORTANTÍSSIMO: Como esta receita se trata de um aumento volumétrico do motor, o que acaba por afinar as paredes dos cilindros, é importante ter muito cuidado, evitando acelerações muito bruscas e aumentos de temperatura. Este veneno é somente para atingir boas velocidades de cruzeiro, e não para arrancadas. Só para traçar um paralelo com o mundo das motos: esse veneno é como se fosse o motor de uma Harley Davidson: deve-se estar sempre em baixa rotação, mas é assim que ele funciona atingindo boas velocidades e mantendo-as; não é uma Suzuki 1.100, onde se tem uma ótima arrancada, em altíssima rotação, mas não consegue manter a velocidade máxima por muito tempo, pois corre-se o sério risco do motor it “para o pau” em “três tempos”.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PALAVRA DE CAMPEÃO


          Ao longo dos anos a revista Quatro Rodas, publicação da Editora Abril, realizou alguns testes com todos os modelos de automóveis nacionais, sendo, por algumas ocasiões, estes testados por grandes nomes do automobilismo mundial.
          Aqui apresentaremos as opiniões de três ilustres automobilistas a respeito do Chevette, em três épocas distintas... Os três profissionais que veremos a seguir foram unânimes ao elogiar a estabilidade e o comportamento dinâmico do pequeno GM; o senão ficou por conta do alto nível de ruído (que para alguns de nós, Chevetteiros, não chega a ser um incômodo).




EMERSON FITTIPALDI
País de Origem: Brasil
Títulos Importantes: Campeão Mundial de Formula 1 nos anos de 1972 e 1974; Campeão Mundial de Formula Indy em 1989.
Depoimento na revista Quatro Rodas em: Março de 1975
Modelo Testado: Chevrolet Chevette 1975




“... pode-se entrar bem forte nas curvas que ele se mantém equilibrado.”


           “O Chevette é um carro sensacional, moderno, que considero um dos melhores em sua categoria. É uma copia do Opel Kadett, com estilo agradável, moderno e bom espaço interno. Sua principal característica é a de ser seguro e ter boa estabilidade, talvez a melhor dos carros pequenos nacionais.

            Seus freios a disco nas rodas da frente são muito bons e param o carro com segurança. O único problema é que as molas são um pouco duras para a utilização normal nas ruas, por isso ele pula muito. Perdeu em conforto, mas ganhou em estabilidade, pois pode-se entrar bem forte nas curvas que ele se mantém equilibrado. Acho que é um dos mais seguros carros nacionais.
            Esse modelo estava equipado com vários itens opcionais que o tornavam um carro de luxo, de acabamento bem superior ao do Standard. Por isso, os instrumentos do painel – com velocímetro, marcador de temperatura do motor e nível de gasolina – estavam completados pelo relógio de horas. São instrumentos bem desenhados, modernos e agrupados de tal modo que a leitura fica muito fácil. O mesmo ocorre com as luzes de aviso, de fácil identificação.
            Outra boa solução é o acionamento do limpador de pára-brisa e pisca-pisca, que ficam ao lado da direção, bem à mão, assim como a mudança de facho alto e baixo dos faróis.         O Chevette tem uma direção muito segura, relativamente rápida, com volante de bom tamanho e fácil empunhadura. Os bons freios param o carro rapidamente, sem puxar para os lados, mostrando que existe equilíbrio entre as rodas dianteiras e traseiras.
        O desempenho do Chevette também pode ser considerado bom. Tem um motor de pequena cilindrada mas de concepção muito moderna, com o comando de válvulas no cabeçote, de alta rotação, que lhe permite boa aceleração. A velocidade final, em torno dos 130 km/h, também é boa para um carro dessa categoria.
            A transmissão também é muito boa. Tem câmbio de fácil engate, com boa colocação da alavanca num console (opcional). As marchas são bem escalonadas, aproveitando bastante o torque do motor, principalmente nas acelerações iniciais.
            Embora seja um carro pequeno, tem um bom espaço para a bagagem no porta-malas, que é superior ao de muitos carros grandes. O estepe, colocado lateralmente, pode ser removido com facilidade, mesmo quando o porta-malas está cheio.
            Uma das coisas que não agradam é o nível de ruído interno, pois o motor faz muito barulho porque as vibrações são muito altas. Não adianta fechar os vidros porque o barulho continua alto.
            Tem uma boa posição para o motorista, com volante de fácil manejo, assim como os pedais de comando, mas fica prejudicado pela falta de regulagem do encosto. Seu conforto, apesar de ter bom espaço para cinco pessoas, é prejudicado pela dureza das molas. Se não fosse isso, que provoca muitos pulos do carro, o conforto seria bem melhor.
            O acabamento pode ser considerado bom, principalmente nesse carro com vários equipamentos opcionais. Tem um painel bem desenhado e moderno. Enfim, seu conjunto agrada bastante.”

A suspensão dura prejudica o conforto, mas contribui para que ele seja, provavelmente, o mais estável dos pequenos carros nacionais

Os freios a disco na frente são muito bons.













Ele tem um nível de ruído interno alto demais.


















JODY DAVID SCHECKTER

País de Origem: África do Sul
Título Importante: Campeão Mundial de Formula 1 em 1979.
Depoimento na revista Quatro Rodas em: Março de 1978
Modelo Testado: Chevrolet Chevette 1978







“... muito gostoso para se dirigir depressa numa estrada sinuosa.”



          “Junto com o Alfa Romeo, este é o carro mais estável entre os sete testados; extremamente firme e seguro nas curvas, fácil de controlar e muito gostoso para se dirigir depressa numa estrada sinuosa.
            O desempenho, no entanto, é apenas regular, por causa do motor pouco potente – o  que não chega a comprometer muito em função de seu preço.
            O câmbio é muito bom, com boa posição da alavanca e engates precisos e suaves. Os freios também são muito bons, embora segurem muito mais as rodas da frente que as de trás. O acabamento é regular, e o conforto na frente é bom, mas não para quem vai no banco de trás. Posição de dirigir e instrumentos também são regulares, e o estilo é bom, embora não tenha nada de muito especial .
            Acho, aliás, que o estilo americano da frente não combina muito com o europeu da traseira: parecem metades de dois carros diferentes.
            Acho importante considerar, no entanto, que este é um carro pequeno – e estamos na era dos carros pequenos. Ele tem, por exemplo, tudo o que o Dodge oferece, e por um preço bem menor”.


“O Chevette é firme e seguro nas curvas, fácil de controlar e muito bom para dirigir numa estrada sinuosa.”




AYRTON SENNA DA SILVA
País de Origem: Brasil
Títulos Importantes: Campeão Mundial de Formula 1 nos anos de 1988, 1990 e 1991.
Depoimento na revista Quatro Rodas em: Março de 1984
Modelo Testado: Chevrolet Chevette SL 1984








“A estabilidade é muito boa, mas não se trata de um carro muito macio. Digamos que está num ponto intermediário, o que me agrada.”



          “O Chevette possui o melhor câmbio entre os carros avaliados. Em relação ao Monza, da mesma fábrica, apresenta o engate da quinta marcha fácil e preciso. Apenas achei o motor muito barulhento. Não fosse esse detalhe, daria uma nota bem melhor ao nível de ruídos internos, pois considerei o material de acabamento de boa qualidade.
            Os freios não reagiram bem, exigindo muito esforço no pedal até começarem a serem acionados. A posição de dirigir é agradável. Banco confortável, gostoso. O volante está numa boa posição, mas nas curvas a gente tem que apoiar o corpo no console ou na porta para não cair do banco. A estabilidade é muito boa, mas não se trata de um carro muito macio. Digamos que está num ponto intermediário, o que me agrada. O Chevette mostra um painel incompleto, com ausência de vários instrumentos, mas sem ser desarrumado como outros carros. O volante tem boa empunhadura e o acabamento interno me pareceu de boa qualidade. Quanto ao estilo, me agrada.”

“Nenhum outro apresenta um câmbio tão preciso, com uma quinta marcha fácil. Mas o ruído do motor...”.